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Olá pessoal ! Ao chegar em Balneário Camboriú, fiquei impressionado com a quantidade de prédios, bares, restaurantes e lojas. Hospedado num hotel extremamente bem localizado, tratei de rodar o centro da orla e adjacências, prestando atenção no que os bares serviam. Lá a penetração das microcervejarias catarinenses é maior, disputando espaço e pontos de venda com as macros. Há bares que servem Zehn Bier, Bierland, Eisenbahn e até Opa Bier. A cultura é de chopp e, principalmente, long necks servidas em baldes com gelo. Nada de cerveja 600ml dividida entre os amigos, como é o costume aqui em Belo Horizonte. Logo achei um ponto onde era servido o chopp Eisenbahn Pilsen (o weizen estava em falta) e me acomodei de frente para o mar, apreciando o vaivém dos turistas e nativos. Para meu azar, o chopp estava velho e contaminado, com certeza por falta de assepsia na chopeira e provável pouco movimento do bar. Fui logo procurar outro ponto onde vendia Eisenbahn, mesmo que em garrafa. Mais à frente, uma série de bares, um ao lado do outro, concentravam o movimento dos beberrões e comensais. Mundo Selvagem, Fritz Müller e a "holding" Chaplin (com o bar numa esquina e o restaurante na esquina seguinte, além de pelo menos dois outros endereços na cidade) disputavam a preferência dos que queriam cerveja, muvuca e vista pro mar. Ao examinar o cardápio do Chaplin e constatar a presença de Eisenbahns Pilsen, Weizen e Dunkel, aterrisei na primeira cadeira disponível e pedi uma pilsen, única disponível no dia. Petiscos, contemplação das ondas, tudo certo... depois de morta a sede e a fome, fomos em busca de mais cerveja. Não que tivéssemos que andar muito. Ao lado, no Fritz Müller, era servido o chopp pilsen Zehn Bier, de Brusque. Mais chopp, mais petiscos. Servido numa pint de 300ml sem nenhum logotipo, o chopp se mostrou com pouca presença de malte e, principalmente, lúpulo, e com acidez acima do desejado. A segunda pint confirmou a impressão. Logo pensei que o chopp porter da cervejaria deveria estar disponível para comparação, desconfiando que ele se sairia melhor na degustação. No segundo dia, depois de declinar da expedição ao Beto Carreiro com mais de 20 crianças, partimos para o roteiro Centro - Praia de Laranjeiras, via bondinho aéreo. Lá tiramos as melhores fotos de toda a viagem, e vimos que o passeio é de tirar o fôlego, em todos os sentidos. Meu medo de altura foi recompensado pelo visual estonteante (sem trocadilhos, hehe...). Descemos na estação no alto da montanha, tiramos fotos no mirante e fizemos o famigerado arvorismo. Muito, muito bom, mas cheguei às duras penas e na prática a uma conclusão: arvorismo não é recomendado a atletas do copo com peso acima dos dois dígitos. Com o braço roxo, algumas escoriações e hematomas, cobrei caro: falei pra Thaís "você me deve cinco cervejas". Afinal, a idéia tinha sido dela... Ao voltar de Laranjeiras, tudo que queria era tomar banho, dormir e depois jantar e cobrar minha dívida, hehehe... mas ela teve que ser postergada, pois à noite rolou show do Armandinho, Edú Ribeiro e El Niño, na praia, de graça. Os ambulantes vendiam até dose de Red Label com Red Bull, mas nenhuma Red Ale... é, deixa pra amanhã... Terceiro dia: Blumenau!!! Enfim, chegou o grande dia, o ponto alto da expedição. Após o city tour que nos prendeu até 3 da tarde, encontramos com nosso comparsa Feijão (obiercevando.blogspot.com) e fomos direto à Eisenbahn. Lá, após fazer a visitação à fábrica, constatar que ela é muito menor do que a gente imagina e degustar o primeiro chopp pilsen ao pé do tanque, sentamos no pequeno porém aconchegante pub que fica logo na entrada e aí constatei a primeira de várias boas notícias: Eisenbahn 5 em promoção, a 1,99. Uma benção para nós, entusiastas do lúpulo. Comecei degustando os quatro chopps, e o que mais me impressionou foi o dunkel. Se na garrafa a cerveja se revela com forte aroma de café, no chopp os aromas de café e chocolate se equilibram, lembrando um belo capuccino gelado. Saborosíssimo. Bebi o segundo acompanhado da trufa de Bierlikör. Perfeito. Depois de várias Eisenbahns 5, embutidos alemães defumados e petiscos diversos, pedi uma rauchbier para somar ao defumado dos tira-gostos. Mas aí o relógio falou mais alto e tivemos que levantar acampamento. Fiz minhas compras (copos, camisetas, cervejas, balde da Lust e etc.) e pedimos mais uma 5 para viagem. Deixamos a Eisenbahn rumo à Bierland, outra cervejaria blumenauense, do outro lado da cidade. Instalada ao fundo de um amplo estacionamento em chão de brita, numa rua extremamente aprazível, a cervejaria oferece um pequeno número de mesas sobre o deck de madeira e três tipos de chopp: pilsen, weiss e bock. Sem demora, degustei os três, nesta ordem. O pilsen eu já conhecia, pois havia bebido em Camboriú, mas lá ele se apresentou melhor, mais fresco e com as características mais preservadas. Denso, com acidez controlada, presença de malte e lúpulo, muito saboroso. O Weiss se apresentou correto, fiel ao estilo, turvo, espuma abundante, porém não muito esterificado ou aromático. Porém o bock se revelou excelente. Caramelizado, picante, tostado, todas as características do estilo muito presentes e equilibradas. Deixou uma sensação residual bem agradável de amargor do lúpulo e dos maltes torrados. Enfim, um belo trio. Aguardamos eles em garrafa por aqui, afinal de contas o Brasil precisa de mais pilsens e bocks de boa qualidade nas prateleiras.
Nem o cansaço nos impediu de ir a Gaspar, cidade vizinha a Blumenau, para conhecer a Das Bier. De cara, o que impressiona é o sítio em que a cervejaria foi construída. Uma belíssima e ampla edificação instalada ao pé de uma colina recuada e acima de um pequeno lago, que conta com um bar espaçoso, com amplo deck de vista privilegiada. Somente o bar já valeria a visita, mas a Das Bier tem mais méritos. Além da simpatia do dono, Emerson, que nos recebeu com enorme cortesia, a cerveja faz jus à atmosfera. Começamos pelo pilsen, feito no dia, conforme nos avisou o extremamente simpático garçom. Nada como cerveja fresca. Dá vontade de beber sem parar. Depois pedimos o weiss, recém desenvolvido pela cervejaria. De todas as cervejas do estilo que já degustei, esse chopp foi o que apresentou o aroma de tutti-frutti mais intenso. Tão intenso que lembra chiclete. Por fim, experimentamos o Braunes Ale, um amber ale com agradável presença de maltes torrados e caramelizados e agradável lupulagem. Já era tarde, e tínhamos que voltar a Camboriú. Nos despedimos do mestre Feijão e descemos o Vale do Itajaí.
Nos outros dias, entre o roteiro pela rodovia Interpraias (imperdível!), pausa na cerveja para beber umas tequilas chacoalhantes no Guacamole e um dia em Floripa com direito a mega porção de ostras (pena que sem weissbier) na areia de Joaquina, a impressão que ficou é que temos que voltar pelo menos mais duas vezes para refazer o roteiro, e visitar as cervejarias que ficaram de fora. Santa Catarina merece, definitivamente, um grande brinde! Prosit!!! |
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| Wagner January 17, 2008 11:45 AM PST Camboriu é classe A!! | ||
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