Rodrigo Lemos - Arquiteto, baterista, cervejólogo, beer sommelier, presidente da Confraria da Cerveja de BH e membro fundador da Acerva Mineira.
O Blog da Cerveja
Este blog foi configurado por um apreciador, colecionador e estudioso dessa bebida maravilhosa que é a cerveja. Este espaço tem a pretensão de informar, esclarecer e divulgar um pouco mais esse universo fascinante da melhor bebida do universo.
Divirtam-se e... saúde !!!
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Monday, October 01, 2007
LA CHOUFFE E UNIBROUE TROIS PISTOLES
Mais uma resenha com duas cervejas estupendas! A Brasserie d'Achouffe é uma jovem, porém conceituada cervejaria belga, recentemente comprada pela Moortgat, cervejaria da Duvel. Entre as cervejas mais famosas que ela produz estão a La Chouffe, a Mc Chouffe e a Houblon Chouffe Dobbelen IPA Tripel. O nome vem da cidade onde está a cervejaria, Achouffe, e o símbolo da cervejaria, presente em todos os rótulos, é um simpático gnomo cervejeiro com cara de Papai Noel, que colhe lúpulo e cevada.  A La Chouffe é uma blond, ou belgian strong pale ale, cuja apresentação é uma bela garrafa verde de 750ml no formato champanhe, mas vedada com tampinha. É feita com água, malte de cevada, açúcar fermentescível, lúpulo, leveduras e semente de coentro. É, talvez, a cerveja mais cítrica que já degustei, e uma das mais aromáticas. Notas de laranja, limão, tangerina, mel, damasco e pêssego são intensas. O líquido é de um amarelo pálido, permeado por intensa carbonatação que também lembra champanhe, beirando o frisante. A espuma é intensa e persistente, e o teor alcóolico chega aos 8% muito bem disfarçados, pois é uma cerveja de grande drinkability, leve, suave para o estilo. É uma cerveja deliciosa, excelente para acompanhar salmão, pratos com molhos cítricos (degustei com frango ao molho de maracujá, mas ficou tremenda mesmo com pêssego em calda!) e sobremesas.  Uma das últimas cervejas da cervejaria Unibroue (também recentemente vendida, por coincidência) a serem resenhadas aqui é um típico caso de "last but not least", porque é simplesmente uma das melhores do elenco. A Trois Pistoles é uma belgian strong dark ale incrivelmente equilibrada e saborosa. De cor marrom avermelhado bem escura, turva e de espuma abundante, tem aroma cítrico e de frutas vermelhas e pretas (framboesa, cereja, ameixa) e chocolate, e o sabor de caramelo, malte torrado, com final licoroso lembrando vinho do porto. A harmonização perfeita (e recomendada) é chocolate meio amargo e sobremesas que contenham o mesmo. Degustei com um chocolate meio amargo de laranja, e o resultado foi nirvanesco. Ouvindo: Marillion - Blind Curve
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Sunday, September 30, 2007
 Bamberg é uma cidade alemã da Francônia, região do norte da Baviera (ou Bavaria), estado do sudeste da Alemanha, famoso pela tradição cervejeira. O que torna a cidade famosa é seu estilo particular de cerveja, a rauchbier. "Rauch", em alemão, significa fumaça. O estilo recebe esse nome porque os maltes utilizados em sua fabricação são torrados à lenha, adquirindo o típico aroma defumado da queima da madeira. Muitos já devem estar familiarizados com o estilo pela degustação da rauchbier da Eisenbahn, deliciosa cerveja, levemente defumada, elegante e muito equilibrada. Mas a cerveja que é referência do estilo é a Aecht Schenkerla Rauchbier Märzen. Seria uma märzen, se não fosse a característica que define o estilo rauchbier: um aroma defumado impressionante, muito, mas muito intenso. O primeiro aroma que vem à mente é bacon, acompanhado de fumaça, churrasco, carne de porco defumada. Não, não estou falando de tira-gostos, estou falando dos aromas da cerveja mesmo! O aroma é impressionante, potente, a principal característica da cerveja. O sabor mistura-se ao aroma, acompanhado pelo sabor de malte defumado e caramelizado, lúpulo e um certo final seco. A cor é um castanho bem avermelhado, próxima a das bocks, e o teor alcóolico é de 5,1%, considerado normal para uma lager. A espuma é rica e persistente, mas o que mais impressiona mesmo é o aroma. Desnecessário dizer que combina maravilhosamente com qualquer prato que tenha as mesmas características. Abaixo, a foto da harmonização que fizemos com joelho de porco defumado:  Sem descrições! Maiores informações sobre a cervejaria Heller (Schenkerla) estão otimamente detalhadas no blog do companheiro Feijão: http://www.obiercevando.blogspot.com/Ouvindo: Motörhead - Beer Drinkers and Hell Raisers
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Monday, September 24, 2007
Segunda passada foi o lançamento da Revista Beer aqui em BH, mais precisamente no Bar do Porcão. Em evento patrocinado pela Cervejaria Backer, que relançou sua cerveja Brown (com aroma de chocolate - desta vez com muito mais presença de maltes torrados) harmonizada com charutos Dannemann, nosso amigo Xavier Depuydt apresentou a primeira revista brasileira especializada no precioso líquido. Como não poderia deixar de ser, a reportagem de capa traz a Duvel e sua história, colaborando um pouco para desvendar porque essa cerveja nos é tão fascinante, e uma entrevista com o amigo/fã das belgas Ed Motta. Além disso há reportagens sobre a Eisenbahn, sobre a microcervejaria americana Anchor (produtora da Old Foghorn), sobre a Cantillon, a Guinness, e por aí vai. Ainda tem reportagens das viagens feitas por Juliano Mendes, da Eisenbahn, à Alemanha, atrás da Keller Bier, e do Marcelo Carneiro, da Colorado, atrás de suas origens familiares e cervejeiras no país basco francês, e uma reportagem com o homebrewer João Carlos Gonçales Jr., da Dana Bier. Tem coisa à beça!!! Parabéns ao Xavier por preencher essa lacuna na cultura cervejeira brasileira.
Já quarta foi vez do Haus München lançar o chopp Hofbräu Original em seu cardápio. Leve, saboroso e com marcante e deliciosa presença de lúpulos aromáticos, é uma degustação obrigatória pra quem já gostava da cerveja e pros amantes da pilsen de verdade em geral. Achei excelente, retrogosto marcante, ideal para acompanhar pratos alemães típicos. Com esse lançamento, a casa conta agora com cinco cervejas on tap: Hofbräu, Erdinger, Eisenbahn, Guinness e Therezópolis Gold, além da habitual e privilegiada carta de cervejas.
Quinta foi o último 2º módulo do meu Curso de Cerveja no Frei Tuck. A partir de agora os módulos serão únicos, sempre às quintas-feiras, atendendo melhor a demanda dos alunos e tornando o curso mais enxuto e acessível a todos. As inscrições continuam no próprio Frei Tuck, na Av. do Contorno, 5757; ou pelo telefone 3285 3694.
Aguardem a resenha de uma penca de cervejas e algumas surpresas yet to come...
§11!!
Ouvindo: Crosby Stills Nash and Young - Helplessly Hoping
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Monday, September 10, 2007
EISENBAHN 5, ERDINGER ALKOHOLFREI e PAULANER MÜNCHNER HELL
 A Eisenbahn resolveu fazer sua 12a cerveja para comemorar os cinco anos da cervejaria: a Eisenbahn 5 (Fünf), uma vienna lager que passou pelo processo de dry hopping, ou seja, adição extra de lúpulo no processo de maturação. O resultado ficou instigante: uma cerveja com características de vienna lager - cor âmbar/cobre, presença de maltes caramelizados - mas com um aroma e sabor de lúpulo muito potentes, inebriantes mesmo. O resultado final é uma cerveja completamente diferente de todas feitas por aqui. E muito, muito boa. Espero que vire "item de série". (P.S: infelizmente a foto com o líquido na taça ficou escura demais... fico devendo...) A Paulaner Original Münchner Hell é representante do estilo Munich Helles Lager, estilo que mais lembraria o que chamamos de pilsen brasileira. Parecido, mas completamente diferente. As münchner helles naturalmente respeitam a lei de pureza alemã, são tradicionalmente um pouco mais claras e menos lupuladas que as german pilseners, mas possuem aquela presença de lúpulo aromático que infelizmente não encontramos em nenhuma "pilsen" daqui. Essa versão da Paulaner é pra tomar aos canecões, em ritmo de festa.  Por fim, a Erdinger Alkoholfrei é a versão sem álcool das cervejas de trigo da cervejaria bávara. Tem teor alcóolico de 0,4%, e não é refermentada na garrafa, sendo menos turva que a hefe-weissbier. Já o aroma é o mesmo das outras cervejas sem álcool: cereal adocicado, como aqueles matinais que tomamos com leite, e sem a presença do álcool que dá aquele ardor e frescor típicos. Nem o fato de ser isotônica, rica em vitaminas e de teor calórico reduzido ajuda. Não dá. Cerveja é obra das leveduras, e não deixar que elas brinquem bastante e produzam álcool e gás carbônico é tirar toda a graça da coisa. Me vê uma Dunkel e uma Pikantus rápido! Ouvindo: John Williams - The Godfather Theme
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Tuesday, September 04, 2007
R.I.P. MICHAEL JACKSON (NÃO AQUELE PÔ !!!)
 Sabe aquelas pessoas que você nunca realmente chegou a conhecer mas tem a sensação de te ser familiar, quase íntimo e amigo? Pois é, sempre me senti assim em relação ao Michael "The Nose" Jackson. O "Beer Hunter" era um bem humorado incurável, espirituoso, bon vivant, que escrevia de modo todo peculiar sobre cerveja. Seus inúmeros livros levaram milhares de cervejeiros a afundar de vez nas águas da cultura do malte e do lúpulo. Lembro-me de uma vez ter lido em seu site a respeito de uma visita que ele tinha feito ao Brasil, em particular Ribeirão Preto e a choperia Pingüim. O que mais me marcou ao ler a resenha foi o extremo bom humor e informalidade com que ele descreveu a peripécia, e a riqueza de detalhes com a qual ele descreveu cada um dos lugares que foi (ele conseguiu fazer um retrato em palavras do prédio da choperia e da praça que abriga o Pingüim original). Assim também ele foi com as cervejas. Ainda temos muito o que ler, absorver e aprender com ele. Pena que não pude ter a honra de beber um pint em sua companhia. Mas, com cerveja, erguerei vários em sua homenagem nos próximos dias.
A toast to ya, Mr. Michael ! §11 !!!
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Monday, September 03, 2007
ERDINGER DUNKEL x HOFBRÄU SCHWARZE WEISSE
Propus mais um duelo, desta vez entre duas dunkel weizens importadas pela Bier & Wein. E o resultado foi muito, muito interessante...  A Hofbräu Schwarze Weisse é a representante dunkel weizen da cervejaria de Munique, que ainda produz a versão weizenbier (excelente), além de dunkel, oktoberfestbier e etc. A versão da Hofbräu para a dunkel weizen tem cor marrom escuro médio, completamente turva, muita levedura suspensa e formação de espuma intensa. Os aromas dominantes são os de cravo e banana, sem muita esterificação além disso. Os sabores predominantes são de malte e de um ligeiro caramelo, revelando certa acidez no retrogosto e intensa carbonatação. O teor alcóolico é de 5,1%.  A Erdinger Dunkel já possui cor bem mais escura, de um marrom quase preto. Os aromas predominantes são os de ameixa, banana passa e cravo, o sabor de malte torrado é notável e muito bom. Com acidez mais controlada, também é bem carbonatada e possui teor alcóolico maior, de 5,6%. Na minha preferência, é superior à Hofbräu e talvez à grande maioria das representantes do estilo, contrariando a impressão inicial que se tem a respeito das Erdingers. É definitivamente uma cerveja de trigo excelente. Ouvindo: Crosby Stills Nash and Young - Carry On
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Monday, August 13, 2007
As De Koninck ("O Rei", em flamengo) são as cervejas mais conhecidas e difundidas da cidade de Antuérpia, na Bélgica. Cervejaria familiar desde 1833, hoje é administrada por Modeste Van Den Bogaert, um simpático senhor que todos os dias senta na hora do almoço no pub em frente à sua cervejaria e bebe um bolleke (como são chamados os cálices de cerveja na cidade) de De Koninck lendo o Financial Times.  Degustei as três variedades de suas cervejas disponíveis aqui no Brasil. A De Koninck Blond é, talvez, a mais inexpressiva das três. De teor alcóolico de 6%, cor dourado-escuro, é uma pale ale belga bem suave, light mesmo. Aromas e sabores pouco intensos, e pouco corpo.  Também a De Koninck Tripel é fraca se comparada com outras do estilo. As cervejas da De Koninck têm a peculiaridade de serem feitas apenas com água, malte, lúpulo Saaz e leveduras, e com isso elas perdem muito em aromas de especiarias, principalmente, tornando-se cervejas menos complexas que as tripels e pale ales mais representativas. Com 8% de álcool, cor âmbar escuro avermelhado, é uma interessante cerveja puro malte forte. Mas não lembra tripel.  A melhor das três é a chamada laconicamente de De Koninck ou De Koninck Ale, apenas. É também uma pale ale, porém muito interessante. Frutada, cor âmbar avermelhado, com grandes efeitos do fermento e sabor pronunciado de malte, têm final adocicado e lúpulo sutil. Por ser também puro malte, lembra a Weihnachts Ale da Eisenbahn em muitas características, mas sem todo aquele lúpulo e com mais aromas frutados provenientes do fermento. As que degustei estão "vencidas" desde fevereiro, mas data de vencimento obviamente não se aplica muito a cervejas belgas. É de se comparar uma dessas com uma novinha da próxima vez e analisar sua evolução. O fato é que essas "velhinhas" estavam muito saborosas. Ouvindo: Ten Years After - I'd Love To Change The World
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Thursday, August 09, 2007
 O pequeno carregamento de belguinhas (e francesinhas) que solicitei finalmente chegou semana passada. Dele, já degustei as De Koninck e a Palm, e publicarei as resenhas delas aqui logo, logo. Só me pergunto quanto tempo ele vai durar... Ouvindo: Eric Clapton - Got You On My Mind (show do Rio de 2001 que muito afortunadamente vi)
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 Pessoal, gostaria de agradecer a presença de todos que foram no evento Salão da Casa e do Campo, no Alphaville. Foi sensacional ver tanta gente feliz, animada e concentrada em torno desse tema tão fascinante que é a cerveja. Para quem não foi, o evento foi uma degustação que aconteceu no sábado e no domingo, onde disponibilizamos 6 cervejas de estilos diferentes para o público, harmonizadas com diversos tipos de queijos, frios especiais e salsichões. Para se ter uma idéia, os estilos foram: pilsen alemã, vienna lager, dunkel, dunkel weizen, belgian dark ale e tripel, representados pela Warsteiner, Falke Red Baron, Falke Ouro Preto, Erdinger Dunkel, Tilburg's Dutch Brown Ale e Falke Tripel Monasterium. Cada uma delas combinada com pelo menos três variedades de queijo contrastantes entre si, levaram o público à loucura. Lotação esgotada, gente até de pé, muitas perguntas e muito interesse. Tenho comprovado a avidez do interesse do brasileiro pelo assunto cerveja. O clima estava agradabílissimo, a estrutura do lugar/evento estava show de bola, o lugar é maravilhoso e os organizadores, junto com os parceiros da Falke e da Bier & Wein, são pessoas incríveis. Com essa fórmula, só poderia dar no que deu: sucesso absoluto.  Obrigado a todos que estiveram presentes... e pensar que só perdi em quorum pro Maurício Kubrusly... bom, estou aberto à negociações de uma Coluna da Cerveja no Fantástico... Fica aqui o convite: dia 15 agora rola aqui em BH a segunda edição do BH Home Bier, que acontecerá no Frei Tuck a partir das 11:00, e que contará desta vez com cervejas de fora, como as cervejas dos ilustres Botto e Edu Passarelli. Quem estiver em BH, não perca !!! E preparem-se pro Minas Beer Fest !!! Esse vai demolir tudo ! Ouvindo: Alice In Chains - Down In The Hole
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Thursday, August 02, 2007
OLD SPECKLED HEN, WERNESGRÜNER LEMON, MYTHOS LAGER E COOPERS PALE ALE
 A Old Speckled Hen é um clássico da escola britânica. Uma deliciosa pale ale inglesa de linda cor âmbar-cobre-avermelhada, aroma agradável de lúpulo e frutas, sabor adocicado de malte, amargor e final seco na medida certa. A Morland é uma cervejaria de Oxford de quase 300 anos que foi absorvida pela Greene King, que manteve a individualidade dos sabores da cervejaria utilizando a cultura de leveduras original da Morland. Isso deu um caráter diferenciado à Old Speckled Hen da Abbot Ale, por exemplo. Esta garrafa de 500ml me é particularmente atraente. Tamanho original pruma pint, acompanhada de salsichas temperadas e carne de porco de qualquer natureza.  A Wernesgrüner Lemon é uma radler de origem alemã, que utiliza a Wernesgrüner original, misturada com refrigerante de limão. Eu considero, portanto, um drink, e não cerveja propriamente. Mas, como um drink à base de cerveja, é muito, muito melhor do que uma Skol Lemon, por exemplo... acredite, é plenamente bebível.  Já a Mythos Hellenic Lager Beer é uma lager de padrão típico europeu proveniente da Grécia, país cuja cultura antiga foi talvez a única civilização (e por consequência os romanos) que valorizou o vinho em detrimento da cerveja. Essa falta de tradição explica a ausência de exemplares expressivos de cerveja grega, até onde conheço. Mesmo assim, achei a Mythos menos ruim do que pensava, parecida com as lagers padrão holandesas, por exemplo. Ainda melhor que muita coisa por aqui, mas não vale o preço praticado, com certeza.  Para finalizar, a Coopers Original Pale Ale talvez seja a cerveja mais fraquinha do mix aqui vendido da cervejaria australiana. Não que eu ache a Sparkling Ale lá essas coisas, ao contrário de muita gente, mas não achei essa pale ale deles necessariamente ruim. Só é, digamos, educadinha demais. "Light" mesmo, e até por isso agradável, redondinha, de alta drinkability. Não ofende nem apaixona. Se for pra beber Coopers, vá de Stout. Ouvindo: Marillion - Warm Wet Circles
Posted at 09:33 pm by guitarchitect
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