Rodrigo Lemos - Arquiteto, baterista, cervejólogo, beer sommelier, presidente da Confraria da Cerveja de BH e membro fundador da Acerva Mineira.

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O Blog da Cerveja

Este blog foi configurado por um apreciador, colecionador e estudioso dessa bebida maravilhosa que é a cerveja. Este espaço tem a pretensão de informar, esclarecer e divulgar um pouco mais esse universo fascinante da melhor bebida do universo.
Divirtam-se e... saúde !!!




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Wednesday, December 05, 2007
SÉRIE TRAPISTAS VOL.2 - ROCHEFORT 8

       

     Ok, ok, ok. Vou tentar não exagerar na resenha. Mas é difícil não exagerar na avaliação dessa cerveja, que permanece como minha favorita até hoje...
     As que poderiam tomar o posto dela? Talvez a St. Feuillien Tripel ou as próprias Rochefort 6 e 10... mas ainda careço de fazer um embate final entre as quatro, ao mesmo tempo, para dirimir a dúvida. Assim que a "final stand" acontecer, posto aqui sem delongas.
    Falando em delongas, faz tempo que não atualizo por falta de tempo mesmo. Com o número gigantesco de cervejas degustadas nesse meio tempo, as resenhas futuras terão que ser um pouco mais sucintas, tal o volume de "novidades". Prometo detalhar mais quando for mais oportuno, principalmente sobre as grandes cervejas.
    Mas vamos ao que interessa. As Rocheforts são cervejas produzidas por um dos poucos mosteiros-cervejarias da ordem trapista. A ordem, derivada dos beneditinos, sempre esteve associada à tradição católica belga medieval de produção de cervejas que hoje são famosas por sua qualidade e importância na tradição belga de se produzir cerveja. Embora muitas dessas abadias, mosteiros ou monastérios datem das eras medievais, a produção de cerveja pela ordem trapista como se conhece hoje é relativamente, geralmente depois da Revolução Francesa e da era napoleônica (o baixinho foi um verdadeiro anti-mecenas da produção de cerveja na Europa).
    Os monges da Abadia Notre-dame de Saint-Remy são tidos como dos mais reclusos da já originalmente reclusa ordem trapista. Extremamente contritos e religiosos, levam muito a sério seus ofícios, e supervisionam a produção do néctar com seriedade. O resultado são três cervejas que realmente aproximam o degustador de Deus. Todas são escuras, fugindo um pouco da tradicional progressão blonde-dubbel-tripel-quadrupel, riquíssimas, complexas, arrebatadoras.
    A Trappistes Rochefort 8 é uma cerveja de cor marrom, espuma bege, densa, persistente, com aromas extremamente complexos, licorosos, doces, lembrando vinho do porto, uvas passas, ameixas, chocolate, açúcar mascavo, frutas (figo, pêra, maçã) e mel. Sua profusão de sabores é comparável à de aromas, onde sentimos maltes caramelizados, corpo aveludado e licoroso, álcool presente, frutas pretas, açúcar mascavo e especiarias como cravo. É muito complexa e intensa. Seu teor alcóolico é de 9,2%, "muito bem distribuídos". É uma cerveja cuja qualidade é unânime: qualquer pessoa que a bebe fica extasiado por sua qualidade.
    Fica a sugestão. Se vir uma na sua frente, não hesite em comprar, por mais cara que seja. Lembre-se que, se fosse um vinho, essa belezinha custaria no mínimo 2000,00 a garrafa...

    Ouvindo: Bruce Springsteen - The River
   

Posted at 09:33 pm by guitarchitect

Victor
June 4, 2008   07:56 PM PDT
 
Deve ser ótima como a Westmalle Tripel! Essa semana ainda vou experimentar a Rochefort 8, que merece todo um ritual só para ela.
Enfim, parabéns pelo blog! O país precisa de mais pessoas fortalecendo o consumo de grandes cervejas.
 

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