Atualmente produzidas no mosteiro de
Koningshoeven,
Holanda (o mesmo mosteiro trapista que produz as cervejas
La Trappe), sob licença da
De Leyerth Brouwerijen (cervejaria original da
Urthel, na Bélgica), as
Urthels já estão disponíveis há algum tempo por aqui, importadas pela
Bier & Wein. São quatro variedades: a
Urthel Hop-It (belgian IPA), a
Parlus Magnificum (dubbel), a
Hibernus Quentum (tripel) e a
Samaranth (quadrupel). Criadas pelo casal Hildegard e Bas Van Ostaden
, as Urthels ficaram famosas e conceituadas em todo o mundo. Além da qualidade, há de se destacar os
Erthels, gnomos simpáticos que estampam os rótulos de todas as cervejas.

Abaixo, a minha impressão sobre as quatro:
A
Parlus Magnificum é uma excelente representante do estilo dubbel: cor marrom escura, turva, 7,5% de álcool, muito aromática (ameixa, frutas pretas, chocolate), equilibrada, sabores de maltes tostados e lúpulo na medida. Uma das dubbels de maior envergadura por aqui.

A
Samaranth é uma quadrupel cavalar, com a perdão do trocadilho. Potente, superlativa como uma quadrupel deve ser. Do alto de seus 11,5% de álcool, muito açúcar residual e sabor intenso (muito, muito malte), tem ainda um final consideravelmente seco (apesar do açúcar) e lupulado para o estilo. A cor é um marrom avermelhado sedutor. Uma cerveja e tanto. Pena que a bebi naquele sábado passado que estava fazendo aquele calor bestial, o que me impediu de apreciá-la completamente. Geralmente não me deixo influenciar muito por condições climáticas (esse papo de cerveja bock só no inverno é brincadeira de criança!), mas uma quadrupel não é exatamente o tipo de cerveja para se tomar naquele calor infernal. Merece uma segunda degustação, num dia mais ameno. Aí sim, com certeza ela ficará mais bala ainda.
A
Urthel Hop-It é uma versão belga das IPAs americanas, principalmente. Ou seja, uma cerveja onde o lúpulo é protagonista. A presença de lúpulo é notável, porém não chega a ser massiva. Porém, fiquei com a impressão de que algo ficou faltando. Apesar dos 9,5% de álcool, percebi um certo desequilíbrio entre corpo e lúpulo, como se estivesse faltando malte (inclusive mais torrados um pouco) para sustentar tanto lúpulo e álcool. Merece também uma segunda avaliação, afinal de contas o lúpulo nela é bastante sedutor...
Por fim, a melhor das quatro: a
Hibernum Quentum é uma tripel danada de boa. Tudo que uma boa tripel deve ter se acha nela em perfeita harmonia: cor laranja turvo, muita complexidade de sabores e aromas, equilíbrio, teor alcóolico na medida (9%), aromas frutadíssimos (damasco, pêssego, laranja, tangerina), carbonatação frisante, espuma branca e densa, e muito sabor. Enfim, uma tripel sem defeitos, altamente recomendada!
Mais um lançamento excelente para nós! E que venham ainda muitos gnomos e duendes da felicidade!!!
Ouvindo:
CSNY - Southern Man (live)